A nasalidade vocálica em espanhol: um estudo de percepção

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/anp.v1i45.1102

Palavras-chave:

Espanhol como Língua Materna, Percepção, Nasalização vocálica, Alofonia

Resumo

Este estudo propõe-se investigar a percepção da vogal /a/ do espanhol, em contextos nasais, por uruguaios, considerando que a nasalização vocálica tem natureza alofônica nesta língua e que, segundo Akerberg (1999-2000) e Herrero de Haro (2011), não é percebida por falantes nativos de espanhol. O corpus para a realização da pesquisa foi constituído de uma amostra de nove falantes nativos de espanhol, com idade entre 18 e 23 anos, moradores de Montevidéu e de Maldonado. Os participantes foram submetidos a quatro testes de percepção – três de discriminação e um de identificação –, criados no software TP especificamente para o presente estudo. A análise do processo de percepção da vogal baixa tomou como base os estudos de Boomershine et al. (2008) e Herrero de Haro (2011), incluindo tratamento estatístico dos resultados. A análise dos dados indicou que, mesmo alofônica, a nasalidade vocálica é percebida em determinado índice e, embora nunca alcance percentual pleno, a percepção mostra-se mais facilitada em testes de discriminação do que no teste de identificação. Os resultados também apontam que a acuidade desse tipo de percepção parece independer da tonicidade da sílaba que hospeda a vogal.

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Biografia do Autor

Luciene Bassols Brisolara, Universidade Federal do Rio Grande

Possui graduação em Letras Habilitação Português, Espanhol e Res. Lit. pela Universidade Católica de Pelotas (2001), mestrado em Letras - Lingüística Aplicada pela Universidade Católica de Pelotas (2004) e doutorado em Linguística e Letras (Conceito CAPES 6) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2008). Atualmente é professor associado I do Instituto de Letras e Artes, da Universidade Federal do Rio Grande, atuando no PPGLetras (Estudos da Linguagem). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Fonologia e Sociolinguística Variacionista, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de espanhol, aquisição de L2, variação lingüística e teoria fonológica.

Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Universidade Católica de Pelotas

Possui Graduação em Letras Licenciatura Plena pela Universidade Católica de Pelotas, Graduação em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, Mestrado em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Doutorado em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Também possui Pós-Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Atualmente é Professora Titular da Universidade Católica de Pelotas. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Fonética e Fonologia, atuando principalmente nos seguintes temas:Aquisição da Fonologia, Fonologia do Português, Fonologia Clínica e Teoria Fonológica.

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Publicado

2018-08-22

Como Citar

Brisolara, L. B., & Matzenauer, C. L. B. (2018). A nasalidade vocálica em espanhol: um estudo de percepção. Revista Da Anpoll, 1(45), 12–29. https://doi.org/10.18309/anp.v1i45.1102

Edição

Seção

SEÇÃO LINGUÍSTICA