Interpretação simultânea intermodal: sobreposição, performance corporal-visual e direcionalidade inversa

Carlos Henrique Rodrigues

Resumo


Tomando como ponto de partida o fato de termos pelo menos duas modalidades de língua: uma vocal-auditiva e outra gestual-visual, fazemos uma breve apresentação da diferença de modalidade entre línguas orais e de sinais e dos efeitos de modalidade sobre as línguas de sinais. Em continuidade, tecemos uma reflexão sobre as implicações da modalidade gestual-visual para os processos tradutórios e interpretativos denominados intermodais. Então, abordamos os efeitos da modalidade de língua em relação à interpretação simultânea intermodal da língua oral para a de sinais a partir (i) da sobreposição de línguas (code-blending), (ii) da performance corporal-visual requerida do profissional e (iii) da preponderância da direcionalidade inversa (da L1 para a L2/ de A para B). Concluímos que, por transitarem entre duas modalidades de língua, a formação de tradutores e de intérpretes intermodais precisa abordar questões inerentes à modalidade gestual-visual e seus efeitos sobre a língua e, consequentemente, sobre os processos tradutórios e interpretativos.

Palavras-chave


Interpretação; Modalidade; Intermodal; Língua de Sinais; Gestual-visual

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i44.1146

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