Para uma gramática brasileira do pensamento de-colonial: de alcunhas inaceitáveis como O País do Carnaval ao Brasil, um país do futuro como manifesto contra o racismo

Autores

  • Sandra Bagno Università degli Studi di Padova, Padova

DOI:

https://doi.org/10.18309/anp.v47i1.1204

Palavras-chave:

O País do Carnaval, Jorge Amado, Brasil, um país do futuro, Stefan Zweig, Pensamento decolonial, Carnaval, Miscigenação racial

Resumo

No debate político e cultural do dia a dia nos deparamos com expressões em que o Brasil acaba sendo definido o país do carnaval, evocando assim ironicamente o romance de estreia, em 1931, de Jorge Amado; ou ainda o país do futuro, aludindo até com sarcasmo ao ensaio publicado por Stefan Zweig em 1941. Contudo, até o sucesso, cada um à sua maneira, das duas obras demonstra que elas colocaram
questões significativas, e hoje reconhecíveis ainda mais se observadas à luz do pensamento decolonial, em uma ótica de autonomia a respeito de categorias e estereótipos de herança europeia. A primeira teoriza a separação, em termos mentais e geográficos, da peculiaridade do Carnaval no Brasil de velhas alcunhas europeias. A segunda, enquanto as catástrofes da Segunda Guerra Mundial estavam demonstrando ao mundo a insensatez, entre outras, das lógicas racistas, celebrava a
peculiaridade do paradigma brasileiro, com sua miscigenação racial como pressuposto de uma convivência possível.

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Biografia do Autor

Sandra Bagno, Università degli Studi di Padova, Padova

Professora Associada e Integrante do Conselho Científico do Dottorato in Scienze Linguistiche, Filologiche e Letterarie – Romanistica na Università degli Studi di Padova (Itália). Sócia fundadora e membro do “Consiglio direttivo dell’AISPEB – Associazione Italiana di Studi Portoghesi e Brasiliani”.

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Publicado

2018-12-31

Como Citar

Bagno, S. (2018). Para uma gramática brasileira do pensamento de-colonial: de alcunhas inaceitáveis como O País do Carnaval ao Brasil, um país do futuro como manifesto contra o racismo. Revista Da Anpoll, 1(47), 18–36. https://doi.org/10.18309/anp.v47i1.1204

Edição

Seção

SEÇÃO LITERATURA