Falando francamente: uma leitura bakhtiniana do conceito de “inglês como língua franca” no componente curricular língua inglesa da BNCC

Ana Paula Martinez Duboc

Resumo


O presente artigo visa analisar o conceito de inglês como língua franca (ILF) que fundamenta o Componente Curricular Língua Inglesa da Base Nacional Comum Curricular – Ensino Fundamental (BNCC). Para tanto, inicia com a apresentação das principais definições deste conceito polêmico e polissêmico, com ênfase para as primeiras teorizações da década de 80 no âmbito das pesquisas internacionais de modo a culminar nas recentes reconceituações na produção científica brasileira, o que chamo aqui de ILF made in Brazil, evidenciando a natureza refratária, dialogizante e heteroglóssica do signo segundo Bakhtin. Após tecer considerações acerca desses conceitos, o artigo analisa a presença do conceito de ILF no Componente Curricular Língua Inglesa da BNCC, atestando a existência de um conflito epistemológico quando texto introdutório e quadros de conteúdos são confrontados, conflito posto na medida em que a natureza fluida e situada atribuída aos recentes debates sobre ILF entra em choque com a normatividade, consenso e padronização usualmente postos por um currículo nacional comum. À moda bakhtiniana, o artigo conclui em favor da não condenação desse conflito epistemológico na medida em que nele reside o jogo de sentidos e a transformação em potencial no encontro entre professor-sujeito-intérprete e ILF-enquanto-signo, de natureza refratária, dialogizante e heteroglóssica.

Palavras-chave


Inglês como Língua Franca; Currículo; Bakhtin; Conflito Epistemológico

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i48.1255

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