Um grito parado no ar: o proferimento ‘Lula Livre’ como expressão da política da eternidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/anp.v1i48.1277

Palavras-chave:

Performativo, Política da Eternidade, Política Brasileira

Resumo

Neste ensaio, abordo o proferimento ‘Lula Livre’, principal palavra de ordem da
esquerda brasileira desde o episódio da prisão do ex-presidente Lula, em abril de 2018. Articulando a filosofia austiniana da linguagem às considerações do historiador americano Timothy Snyder a respeito da política contemporânea, procuro mostrar que ‘Lula Livre’, à diferença dos performativos em geral, não se projeta em direção ao futuro como um enunciado potencialmente capaz de modificar as circunstâncias em que é produzido. Em lugar disso, inscreve-se em uma concepção circular de tempo, no interior da qual a vida é experimentada como defesa permanente da própria inocência ante investidas cíclica e indefinidamente perpetradas por um suposto inimigo externo

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Biografia do Autor

Fábio Lopes da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina

É doutor em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (1999), com pós-doutorado em Literatura Brasileira pela PUC-Rio (2009). Em 2019, gozou de licença-capacitação na Yale University, sob os auspícios do Professor Timothy Snyder (Departamento de História). Desde 1994, é professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi do Tutor do Pet/Letras na mesma Universidade. Integra o Corpo Editorial da Revista Alfa (Araraquara). Foi por quatro anos coordenador do Programa de Pós Graduação em Lingüística da UFSC. Foi Diretor-Executivo da EdUFSC entre 2013 e 2106.

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Publicado

2019-06-25

Como Citar

Lopes da Silva, F. (2019). Um grito parado no ar: o proferimento ‘Lula Livre’ como expressão da política da eternidade. Revista Da Anpoll, 1(48), 124–135. https://doi.org/10.18309/anp.v1i48.1277

Edição

Seção

Linguística 2019