Um grito parado no ar: o proferimento ‘Lula Livre’ como expressão da política da eternidade

Fábio Lopes da Silva

Resumo


Neste ensaio, abordo o proferimento ‘Lula Livre’, principal palavra de ordem da
esquerda brasileira desde o episódio da prisão do ex-presidente Lula, em abril de 2018. Articulando a filosofia austiniana da linguagem às considerações do historiador americano Timothy Snyder a respeito da política contemporânea, procuro mostrar que ‘Lula Livre’, à diferença dos performativos em geral, não se projeta em direção ao futuro como um enunciado potencialmente capaz de modificar as circunstâncias em que é produzido. Em lugar disso, inscreve-se em uma concepção circular de tempo, no interior da qual a vida é experimentada como defesa permanente da própria inocência ante investidas cíclica e indefinidamente perpetradas por um suposto inimigo externo

Palavras-chave


Performativo; Política da Eternidade; Política Brasileira

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i48.1277

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