Implicações linguísticas na teoria da tradução como compreensão de Steiner

Naaman Mendes Lataliza

Resumo


Em algumas teorias, o ato de traduzir vai além do enunciar numa outra língua o que foi enunciado numa língua fonte: acontece também no interior de uma língua.   Jakobson (1959) é um dos nomes que toca nessa questão, propondo o que ele chama de tradução intralingual. Quem, no entanto, se aprofunda nessa problemática é George Steiner (1992), no seu livro Depois de Babel, em cujo primeiro capítulo, denominado A compreensão como tradução, há a exposição do fato de que, para que haja compreensão, é necessária a recriação do significado de maneira interpretativa, e, tendo a interpretação um resíduo privado, construído a partir de memórias, da identidade psicológica e somática, há uma proliferação de nuances de significados que tornam a expressão pura inadmissível. Assim, para o autor, a interpretação seria um processo de tradução intralingual. Partindo da ideia de que compreender é traduzir, o presente trabalho objetiva fazer um esboço de algumas teorias linguísticas que estão imbricadas no texto de Steiner (1992) explícita ou implicitamente. Ainda que o autor se valha majoritariamente de exemplos literários, há, em seu texto, uma argumentação alicerçada em teorias puramente linguísticas, por isso é interessante expô-las e mostrar como elas corroboram a tese desse autor.

Palavras-chave


Steiner; Tradução intralingual; Linguística

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i44.1170

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