A Noção de Letramento na Teoria Sociolinguística e em Estudos de Variação Fonológica no Português Brasileiro: Contribuições para a Discussão sobre Letramento e Escolarização no Brasil

Elisa Battisti

Resumo


Este artigo discute em que medida a noção de letramento é contemplada em propostas de análise sociolinguística e em estudos de variação fonológica no português brasileiro. Emprega procedimentos metodológicos da pesquisa bibliográfica (ECO, 2002 [1977]) e fundamenta-se tanto na concepção de letramento de Kleiman (1995) quanto na perspectiva sociolinguística variacionista laboviana (LABOV, 1972) para selecionar e apreciar criticamente as propostas de Kroch (1978), Finegan e Biber (2001), Milroy (2001), Preston (2001), Irvine (2001), Eckert (2004, 2012), Coupland (2007), além dos estudos de Vieira (2002) e Link (2018), entre outros. O estudo mostra que o letramento motiva o conservadorismo do dialeto de grupos de maior status social a processos que ocorrem abaixo do nível da consciência social, define um certo tipo de registro passível de variação e compõe certas personae. A escolarização, como o letramento, tem papel na frequência e difusão das variáveis e responde pela valoração social das formas variáveis usadas em práticas estilísticas e na construção de identidades sociais.


Palavras-chave


Letramento; Sociolinguística; Variação Fonológica

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i49.1301

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