A configuração do intelectual no romance S. Bernardo

Benedito Antunes

Resumo


O artigo procura caracterizar a voz narrativa do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, como uma consciência crítica que acompanha e avalia os fatos ficcionais, apresentando-se, dessa forma, como um intelectual. Seja de forma direta, enquanto narrador ou personagem, seja nas variadas formas de focalização, essa figura está presente em toda a grande literatura e tende a criar uma instância que reflete sobre o objeto da narração, visando à discussão de questões históricas, sociais e políticas abordadas na obra. Seu exame abre perspectivas para a compreensão do contexto sociopolítico representado e do modo de apreender os temas de que se ocupa o autor. No Brasil, a presença do intelectual pode ser observada na obra de clássicos como Machado de Assis, Lima Barreto, Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Cyro dos Anjos, mas sua configuração assume particular interesse nos romances que expressam anseios de mudança social e política, como os publicados na década de 1930.


Palavras-chave


A representação do intelectual; S. Bernardo; Graciliano Ramos; Romance de 30; Literatura e história

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v51i3.1458

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