Análise complementar da avaliação social de [t, d] e [tʃ, dʒ] contíguos a ditongo na comunidade de fala potiguar (RN)
DOI:
https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2047Palavras-chave:
Avaliação social, Sociolinguística, PalatalizaçãoResumo
Este trabalho complementa a análise de Sales e Batista da Silveira (2022) sobre a avaliação social das realizações alveolar e palatal de /t, d/ na fala do estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Nessa comunidade, as formas africadas parecem ser manifestadas mais produtivamente em ambiente átono contíguo a ditongo (remédio, muito). A literatura, no entanto, indica que a realização das oclusivas no contexto delimitado é ainda variável (Cristófaro-Silva et al., 2012; Ananias; Cunha, 2022). Diante disso, objetivamos, sob os pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística (Weinreich; Labov; Herzog, 2006), delimitar os valores sociais indexados às variantes em discussão. Com esse fim, inspecionamos respostas de 76 indivíduos a um questionário de atitudes linguísticas, elaborado com a abordagem matched-guise (Lambert et al., 1960), em que estímulos com as realizações [t, d] e [tʃ, dʒ] foram avaliados em uma escala de similaridade de fala e em atividades de atribuição de escolaridade, faixa etária, atividade profissional e naturalidade. Os resultados das análises de regressão mostram variabilidade avaliativa de acordo com a direção assimilatória. Em contexto regressivo (remédio), as formas alveolares e palatais são equilibradamente avaliadas. Já em contexto progressivo (muito), as realizações [tʃ, dʒ] são rejeitadas como uma característica da fala local e associadas a características mais negativas.
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