Educação e paisagem linguísticas: posicionamentos político-pedagógicos de inclusão em contextos educacionais de migração
DOI:
https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2082Palavras-chave:
estudantes internacionais, paisagem linguística, língua espanhola, Educação linguísticaResumo
O objetivo deste artigo é contribuir para uma reflexão de como a educação e a paisagem linguísticas podem vir a fomentar posicionamentos político-pedagógicos de inclusão em contextos educacionais multilíngues. Para isso, partimos de nossos âmbitos de atuação e dos projetos que vimos desenvolvendo em nossas instituições (Lumi - UNIFESP e PIBID - UNILA). Ambos são realizados no diálogo entre as universidades federais mencionadas e as redes públicas de educação básica de São Paulo, Guarulhos e Foz do Iguaçu, com a finalidade de refletir como a língua espanhola circula e é (re)conhecida nos espaços escolares, porque um número considerável dos estudantes internacionais é falante de espanhol (Blanco; Augustinho, 2025) como língua de nascimento (Megale; El Kadri, 2023). A partir disso, e ancorados na pesquisa-ação (Tripp, 2005), nosso artigo apresenta uma proposta de construção de espaços de paisagem linguística como uma ferramenta pedagógica (Lourenço; Melo-Pfeifer, 2022), numa escola de ensino Fundamental 1. Observamos que a ação estético-linguística e político-pedagógica possibilitou a ressignificação das subjetividades dos/as estudantes falantes de espanhol como língua de nascimento, além da visibilização da língua espanhola no espaço escolar, dirimindo processos de interdição e silenciamento (Orlandi, 2007; Payer, 2006).
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