Tradução intersemiótica ou adaptação: alguns apontamentos

Hugo Lenes Menezes

Resumo


O processo de tradução é inerente à humanidade, a começar pela percepção circundante, através do que os dados da realidade, aportando ao intelecto, são traduzidos em signos, dos quais surgem a comunicação e o raciocínio. Na tradução intersemiótica (nomenclatura de Julio Plaza),ou seja, aquela que se refere a mais de uma semiose(termo de Charles Pierce),estamos diante da transposição de um sistema significante a outro:por exemplo, do sistema literário ao cinematográfico ou ao televisivo, atividade mais conhecida por adaptação. Entendida aqui a tradução tout court como (re)criação, a tradução intersemiótica, ouadaptação,é uma (re)criação de maior ousadia e complexidade, ou uma criação do próprio pelo alheio, como quer Marie HélèneParet Passos, no seu livro Da criação genética à tradução literária: uma interdisciplinaridade (2011). Uma ilustraçãodo fato ocorre com as obras de arte verbal reeditadas mediante outros códigos estéticos, a exemplo de alguns rebentos da ficção seriada oitocentista (o romance-folhetim), como a telenovela, também conhecida como folhetim eletrônico. Assim sendo, no artigo ora apresentado, temos por objetivo fazer uma abordagem da relação entrealgumas criações literáriase a tradução intersemiótica ou adaptação, particularmente no que diz respeito a umescritor do Romantismo brasileiro, Bernardo Guimarães.


Palavras-chave


Tradução intersemiótica; Adaptação; Romance-folhetim; Folhetim eletrônico; Bernardo Guimarães

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i44.1162

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