RELIGIÃO E VIOLÊNCIA EM A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Autores

  • João Batista Pereira Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.18309/anp.v1i41.947

Palavras-chave:

Augusto Matraga, Alegoria benjaminiana, Guimarães Rosa

Resumo

Este artigo busca refletir sobre a configuração da violência no conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa. Ao creditar importância aos condicionantes históricos para entender a natureza brutal da sociedade sertaneja, destacamos em nossa análise como a religião edifica uma nova forma de opressão, operando contra os princípios éticos e morais que definem a subjetividade do protagonista. Os pressupostos teóricos antevistos no livro Origem do drama trágico alemão, de Walter Benjamin, em cujos fundamentos a alegoria, em liame com a perspectiva dialética, se alça como categoria analítica, embasaram a leitura do relato rosiano. Concluímos que, ao abandonar as práticas cristãs e se voltar para a face secular do sertão, a formação pietista de Augusto Matraga foi insuficiente para redimir as atribulações de sua alma. Para aceitar o fardo que era viver em um espaço social profanado pela história e abandonado por Deus, a morte se insurge como um espelho que reflete os contornos mais luminosos de sua redenção.

 

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Biografia do Autor

João Batista Pereira, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Professor Adjunto do Departamento de Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC)

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Publicado

2016-12-30

Como Citar

Pereira, J. B. (2016). RELIGIÃO E VIOLÊNCIA EM A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA. Revista Da Anpoll, 1(41), 128–137. https://doi.org/10.18309/anp.v1i41.947

Edição

Seção

II. NARRATIVA, PERSONAGEM, IDEOLOGIA