O Profano e o Sagrado nas Cartas de Amor, de Sóror Mariana Alcoforado
DOI:
https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2076Palavras-chave:
Profano, Sagrado, Barroco, Sofrimento de AmorResumo
A provável autora das Cartas Portuguesas, Sóror Mariana Alcoforado, traz em seu texto a inconformidade por ter de relegar seu sentimento de amor mundano devido à obrigação imposta a ela para seguir a vida religiosa. Nas cinco cartas que envia ao amante, Mariana ora mostra a alegria do amor, ora mostra masoquismo por esse sentimento proibido, ora revela a certeza de que jamais terá junto a si tanto o amante quanto a liberdade. A objetividade do texto afasta-se da escrita barroca e prenuncia o Romantismo; no entanto, seu conteúdo e expressividade remetem à ambiguidade própria da estética seiscentista, como se pretende mostrar nesse estudo. Apesar de uma linguagem simples, mas elegante e expressiva, as Cartas seguem um rigoroso discurso retórico que envolve a clareza e a persuasão. Entre outras e outros estudiosas e estudiosos, vali-me de Aristóteles, Francisco Maciel Silveira, Paulo Silva Pereira, Érica Araújo da Costa, Francisco Manuel S. Melo.
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